domingo, 7 de maio de 2017

Por um Mundo Com Mais Poesia



Olho para o mundo e vejo...
Vejo mais do que me mostram as mídias...
Vejo a violência inclemente e amplamente dominante,
O ódio, a morte e as dores reinantes,
Que do rádio, das televisões, das revistas, dos jornais e das canções...
Que enchem de ódios as salas, os lares,  as mentes e os corações...
São super produção de fatos, criando inseguranças, percepções distorcidas,
Aprisionando as gentes, nos impedindo de sentir e de viver a vida...
Estou farto, nem sempre o outro é um perigo iminente,
Esse medo que torporiza e escraviza corpo e mente,
Nem sempre o mundo é esse inferno, pintado em tempos hodiernos,
A vida é muito mais do que sonhamos!
É bem, bem mais do que pensamos e sabemos!
Viver é muito mais que sonho!
A vida é muito mais que grana, status, estética e métrica...
A vida é muito mais que sangue, que medo, ódio e estatísticas,
Que números adulterados e frios para  conveniência da política...
A rima solta desses versos é minha prece ao universo,  quiçá ao seu criador,
Prece por uma realidade diferente,  onde se viva livremente sem a obrigação de temer, ou matar o vizinho,
Fazendo do amor ao próximo,  apenas um inválido mote,
É  essa prece um grito ao eterno em mim, para que eu faça a minha parte...
Que eu tenha menos medo em mim,
Que eu tenha menos medo da vida,
Que eu ame  e encontre no amar uma saída,  sem do outro nada exigir,
Simplesmente grato por ele existir e dar sentido ao meu viver,
Que una razão e emoção, desligue a televisão e viva menos mediado,
Por telas, led's, fones, food's,
Que eu seja um pouco Robin Hood,
E roube de minhas riquezas um pouco para distribuir,
Diminuindo assim, minhas misérias,
Pois ao dar de mim me enriqueço,
E a vida me traz o que mereço aumentando a minha alegria...
Que eu seja menos omisso e injusto,  que eu viva o que eu prego e busco,
Aos outros impor como lei,
Que eu seja apenas mais um verso,
Na vida-poema do universo desse Deus sempre poeta mor...
Que cada um assuma a si,
E dê um basta no fingir e passe a propagar o amor - ação,
Pintando os dias com suas cores, enchendo o ar com sua canção-vida,
Para que assim, sejamos mais humanos e encontremos uma saída,
Para esse reality show de horrores, no qual fomos aprisionados,
E que cremos ser real.
Prece que pede para que sejamos loucos o bastante, para rompermos os limites que são tão condicionantes,
Para que ousemos, ainda que por rebeldia,  tentar ser um pouco mais profundos,
Para que criemos nós mesmos um outro mundo nesse mundo,
Para que vivamos menos violentos,  menos possessivos, ególatras e ciumentos,
Para que vivamos e deixemos viver, amemos e aprendamos a ser, ainda que em detrimento do ter, pois do mundo nada se leva, afinal "caixão não tem gaveta"!
Redescubra o que é ser careta, simplório, porém genuíno,
Liberte-se dessa prisão mental, emocional,  familiar e social que faz da vida uma porcaria...
Viva por um mundo diferente,  por gente que saiba ser gente,
Que sem medo, ama, vive e sente indo bem além do só sonhar
Por um mundo com muito mais poesia,
Onde saibamos a cada dia com um olhar, poetizar,
Gerando um mundo com mais vida, menos morte e menos feridas...
Onde ninguém seja preciso morrer ou ter que matar...
Que haja um dilúvio de poesia e afogue em nós todos...
Os ódios, medos, dores e violências... E que renasçamos num unipoesia de multiversos.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Porque Querem Me Convencer Que Eu Sou Mal


Ligo a Tv e o sangue inunda a sala!
Me roubam a calma, me introjetam medo.
Me roubam e, levam minha esperança e  consciência!
A mídia mente, a mente míngua, o medo reina, o ódio cresce...
O telejornal cara-de-pau, me cospe à cara em total escárnio,
Telenovelas enchem a tela e se desenrolam tal qual novelos,
E enleado vivo enredado,  sempre na rede, tvpc, pctv, Smartphone,
Telefone, telefome, telesede, sempre em rede, faz-se livro, (facebook) para quem não sabe ler,
Milhões de bites,  engessam a mente, e as sementes desse futuro que nunca vem,
São uns sem mente, sempre se mentem, e quem se mete a perscrutar,  ai...
Uai, ti zap, coringas e ases de copa, reinam nas mentes em mil mensagens
Fotos, imagens, memes e post's que nos estragam no instagran, sem grandes coisas.
Pego o jornal me sinto mal pois ele é replica é mesmo cópia do da tv e do pc, tá tudo igual... Tá tudo igual...
Não há saída, estou sofrendo pena de vida, e, me pergunto se vale a pena?
Será que o mundo está ao avesso, ou sou eu que tropeço na ingenuidade de minh'alma pequena?
Nossos heróis vivem todos de overdose, adoentados, gananciosos e vitimados pelos poderes que aglutinaram.
Os super homens que prometeram nos proteger, já não conseguem se proteger e são caçados por ratos, como gatos medrosos...
Mesmo o cinema é um anátema que minha antena desconfiada capta com desconfiança e teme a desconstrução...
Trazem a lume o anti heroísmo,  como uma nova religião.
Bandidos e delinquentes, mentes doentes seres bizarros, cheios de psicopatias... Fazem a doutrina que mata a rima e abortam toda a poesia...
Quanto mais sombrio,  mórbido e silencioso tanto melhor, mais faz sucesso e encontram aceitação o anti heroísmo está na pauta dominando o cinema, livros revistas o radio e a televisão.
Não sei se eu que fiquei louco, ou foi o mundo mesmo, que se esfacelou...
De tão pequeno e insignificante eu vivo em crise aqui comigo, ou com o que de mim sobrou...
Vozes me falam que esse tempo é o melhor que o homem já construiu... Democracia, tecnologia,  verborragia sempre vibrante em tom febril... E tudo isso é angustiante e mais doloroso se, se vive no Brasil...
Pois nesse país, pátria madrasta hostil... Nossos heróis presidiários, bandidos livres e despudorados vão dirigindo nossa nação...
Arbitrariamente invertem tudo é um absurdo difícil de aceitar,
Bandidos de trajetória fazendo história executiva, judiciária, parlamentar, para o povo lamentar...
Onde chegamos? Se é pesadelo, alguém me chama, preciso despertar!
Tá tudo errado ou estou errado e ta tudo certo, nesse imenso lamaçal?
Pois todas as vozes dizem, que ser "bom cidadão" é coisa de otário e afinal, salve-se quem puder... É cada um por si, pois os deuses estão de greve, nesse império do caos.
E os meus algozes, em um milhão de vozes querendo me convencer que eu sou mal...
O que fazer, não sei dizer, mas pra me exprimir eu quero repetir com toda certeza o que já disse o "Maluco Beleza".... "Pare o mundo que eu quero descer!"

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Segunda feira

Segunda-feira

Ainda o domingo agoniza nos braços da madrugada
Ela se aproxima sorrateira fingindo nada querer.
Mais um pouco e não tem jeito ela te arranca do leito e te coloca na estrada
Recomeçando a jornada, do ofício do sobreviver.
Com seu traje de trabalho sempre pronta, desde as quatro da manhã.
Coloca ordem na ressaca, na preguiça, no cansaço e disciplina cada um.
Depois de acordar o sujeito, no horário já marcado, arranca ele do leito
E o encaminha ao seu fado.
Incólume às maledicências,  preguiças e más vontades, se impõe e segue firme o ritmo do calendário.
Filha das horas é neta do tempo, não sendo a primogênita, logo não é a primeira,
Mas também não é a última e nem mesmo a terceira, em ordem cronológica é ela a segunda feira.
A doce mãe da rotina, rainha trabalhadeira, jamais muda seu status,  não dança fora do compasso não importa de que maneira.
Se impondo ao primogênito domingo, é ela a usurpadora que abre sempre a semana, de forma desafiadora, enquanto domingo festa, na lides da diversão.
Ela se coloca intensa cheia de imposição, dominando corpos e mentes, sonhos e corações
Coloca-nos a todos nas raias das obrigações, para que siga-se o curso de nossas vãs construções.
Para alguns ela é uma tragédia,  uma calendárica desgraça,
Para outros só mais um dia, numa sucessão sem graça,
Pura invencionice humana para mensurar e ver que o tempo deveras passa.
Para o mercado é o recomeço, do ciclo semanal,
Onde vidas são vendidas, mercadológizadas e consumidas,
Como um produto banal, na sociedade do consumo onde domina o caos.
Para mim é mais um dia, que a vida amanheceu,
Mais uma oportunidade de descobrir quem sou eu,
Aprendendo a amar tendo o amor por Deus,
Na fraca fisionomia que a natureza me deu.
Vivendo de cada vez, um por um cada um dos dias,
Vivo feliz por viver, mesmo faltando poesia,
Mesmo a vida sendo árida,  por vezes triste e dolorosa,
Mesmo a injustiça humana, crescendo de forma insana, voraz e escandalosa.
Mesmo ainda esbarrando, na violência a cada esquina,
Mesmo vendo mortos em vidas, os sonhos que apodrecem nos olhos que o brilho fenece, de meninos e meninas.
Mesmo errando e esquecendo e, por vezes sendo esquecido.
Sigo feliz a pensar, que ainda há motivos para se gostar da vida.
Para se fazer amigos, para se trabalhar feliz,
Mesmo com tantos bandidos ferindo a alma do povo,
Escravizando e roubando e, empobrecendo o país.
Mesmo entre dores e tombos e tanta indiferença,
Mesmo com tanto ódio e intolerância,
Salto do leito feliz, elevo meu pensamento,
Falo com Deus por um momento de exclusiva oração.
O céu se abre em versos e me veste de poesia dando me inspiração,
E como mais um na estrada eu sigo minha jornada, com olhar de contemplação,
As vezes cantarolando, ou assoviando uma canção.
Recebo a filha do tempo e trabalhando sem lamento,
Visto as vestes da rotina, planejamento, regência, atividades,  docência, assim, sigo minha sina,
Nessa lide cotidiana no anonimato dos mortais,
Entre sonhos e tantos ais, sigo de fé altaneira.
Fé na vida e na poesia, na roda que move os dias,
E faz vir sem piedade,  sem maldade ou sem bondade, mais uma segunda feira, bem vinda segunda feira,
Na dispensa falta a feira...
No mercado famigerado, o preço sobe na prateleira...
Bem vinda segunda feira.
Nossas forças a preço fixo seguem o valor do crucifixo,
Onde somos colocado.
E assim, dia após dia vivendo  crucificados como cristos marginais
Vivendo entre sonhos e ais num céu sem eira nem beira
A caminho do labor saúdo cheio de amor...
Mais uma segunda feira, bem vinda segunda feira!