terça-feira, 26 de abril de 2011

Peregrinos do Cotidiano

Nas horas mais tensas e intensas
A vida se esvai no desvanecer dos segundos
Enquanto que absortos morremos
Sem vida dar a vida que temos

Assim estressamo-nos e adoentamo-nos
Num frenético passar de dias
Que doentio apodrece-nos
E gera mágoas e dores

Mas, os dias são maus
As feridas doem
O pranto não seca
E mesmo sem uma razão clara
Proseguimos nossa peregrinação

Nas dores do oratório
No opróbrio do cotidiano
Onde discimulamos medos e traumas
Mascaramos risos e sonhos
Ocultamo-nos no teatro dos vícios sociais,
Acreditando que o amanhã
Será melhor...
Que somos vítimas
Que tudo não passa de um sonho
Ou pesadelo...

Assim seguimos...

Qualquer Coisa!

Hoje quero qualquer coisa!
Me cansei de ser esse ser sem razão de ser...
Escravo de minha condição cultural, social...
Quero qualquer coisa que me faça sentir me menos, menos menos e mais mais!
Qualquer coisa que me ajude a sorrir sem esperar nada em troca...
Qualquer coisa que me ajude a receber um sorriso, sem a obrigação de retribuí-lo, ou de pagá-lo de qualquer outra forma...
Qualquer coisa que me ajude a ver sentido nas coisas cotidianas, nesse mundo, em mim...
Qualquer coisa que me traga você e me revele-me a mim mesmo, sem acessórios, sem mediações..
E se esse papo já está qualquer coisas... Deixe que o tempo abraçe o sol e a noite traga suas dores... Pois os dias são sempre iguais!!!