quarta-feira, 8 de junho de 2011

Somos Goiás

Somos Gê
Somos Gente
Fruto e semente desse chão gerais

O sangue e o fogo
No brilho do olho
Do negro fugídio e do capataz

Somos o encontro do velho e o novo
Gerando esse povo  mestiço de cá
Vila Boa de Anhanguera
Em passos bandeiras
Ao som do trotar

Estradas dos Guayazes
Onde o diabo velho com sua astúcia principia e faz
Sobre um rio inteiro se vê Meiaponte
Pra ser muito mais

Sertanias goianas onde sonho e suor
Se misturam na terra
Batendo batéia, nutrindo quiméras, parindo arraiais
Onde o Rio Vermelho e a Serra Dourada
Escondem tesouros
Que em lombo de tropas e carros de boi
Mundo a fora se vão atiçando a cobiça e
Levando noticias do nosso sertão

Nós somos jagunçada senhores de fazendas
Meeiros e  agregados sobre o mesmo chão
Somos o encontro do santo e o profano
Gerando no peito mil contradições

Nós somos tudo isso
Meio índio e mestiço
Com tudo que  ao passo do tempo se faz
Coração brasileiro somos o encanto
Que o mundo inteiro conhece e quer mais

Somos Canção sagrada
Vióla boiada catira caçada
Pequi cavalhadas...
Nós somos Goiás.

Somos canção sagrada
Boiadeiro na estrada
Romaria folia e
A terra tombada...
Nós somos Goiás

Nós somos Goiás
Nós somos Goiás
Nós somos Goiás
Nós somos Goiás
Nós somos Goiás

terça-feira, 26 de abril de 2011

Peregrinos do Cotidiano

Nas horas mais tensas e intensas
A vida se esvai no desvanecer dos segundos
Enquanto que absortos morremos
Sem vida dar a vida que temos

Assim estressamo-nos e adoentamo-nos
Num frenético passar de dias
Que doentio apodrece-nos
E gera mágoas e dores

Mas, os dias são maus
As feridas doem
O pranto não seca
E mesmo sem uma razão clara
Proseguimos nossa peregrinação

Nas dores do oratório
No opróbrio do cotidiano
Onde discimulamos medos e traumas
Mascaramos risos e sonhos
Ocultamo-nos no teatro dos vícios sociais,
Acreditando que o amanhã
Será melhor...
Que somos vítimas
Que tudo não passa de um sonho
Ou pesadelo...

Assim seguimos...

Qualquer Coisa!

Hoje quero qualquer coisa!
Me cansei de ser esse ser sem razão de ser...
Escravo de minha condição cultural, social...
Quero qualquer coisa que me faça sentir me menos, menos menos e mais mais!
Qualquer coisa que me ajude a sorrir sem esperar nada em troca...
Qualquer coisa que me ajude a receber um sorriso, sem a obrigação de retribuí-lo, ou de pagá-lo de qualquer outra forma...
Qualquer coisa que me ajude a ver sentido nas coisas cotidianas, nesse mundo, em mim...
Qualquer coisa que me traga você e me revele-me a mim mesmo, sem acessórios, sem mediações..
E se esse papo já está qualquer coisas... Deixe que o tempo abraçe o sol e a noite traga suas dores... Pois os dias são sempre iguais!!!